Os maiores problemas do trânsito no mundo

 

Atualmente o maior desafio das grandes cidades ao redor do planeta é o trânsito. O crescimento desnorteado das cidades, o mau planejamento, a falta de investimentos em infraestrutura e transporte público vêm colaborando para o aumento da circulação de veículos, e consequentemente tem agravado o problema de congestionamento nos grandes centros urbanos.

Em algumas cidades o horário do rush é sempre incerto, pois o volume de veículos é sempre elevado em todos os horários. Algumas soluções para o problema seria o investimento em meios de transportes alternativos, mas que muitas vezes são deixados de lado por falta de recursos necessários ou projetos defasados.

A bicicleta apesar de ser o meio de transporte mais viável aos grandes centros urbanos, nem sempre acaba sendo o melhor e mais eficiente. Cidades onde não há investimentos em ciclovias, sinalizações propícias, educação de trânsito e falta de segurança acabam sendo um perigo e não uma solução.

A solução mais rápida a ser tomada é investir em transporte público de qualidade com várias opções a fim de diminuir o volume de veículos nas principais vias de acesso aos centros. Investimentos estes que poriam fim aos congestionamentos em horários de grande fluxo de veículos e que proporcionariam um atrativo aos usuários de veículos.

Trens, metrôs, ônibus, barcas devem ser muito bem planejadas e com horários planejados, pois, o que vemos atualmente em diversas cidades é a falta de investimentos em infraestrutura urbana, e quando o são feitos são baseados em dados passados e nunca futuros, uma vez que, a população urbana nas grandes capitais ao redor do mundo tem aumentado volumosamente devido às oportunidades encontradas nestes grandes centros.

Moscou é a cidade com o pior trânsito do mundo, os engarrafamentos chegam a 2.000 km no horário de rush. Algumas cidades do mundo como Oslo, Londres e Milão cobram um valor alto de pedágio dos motoristas que insistem ir para o centro das cidades. Uma solução um tanto dolorosa àqueles que necessitam trafegar com seus veículos pelos centros urbanos.

Em Munique na Alemanha a solução encontrada foi à construção de edifícios sem garagens desestimulando as pessoas a terem carro e pressionando os governantes a investirem em transporte público de qualidade. Nos Estados Unidos há a política de desmotorização da população, não há criação de vagas de estacionamento na cidade de Manhattan, por exemplo.

A cidade de Bogotá, na Colômbia é uma cidade exemplar na questão do desenvolvimento do transporte público de qualidade, corredores especiais de ônibus articulados, estações modernas, tarifas pré-pagas, e monitoramento via satélite trazem agilidade ao embarque de passageiros.

Cingapura criou um sistema de cotas onde há limite de número de carros por família, o alto valor da licença desestimula a obtenção de veículos, sendo que atualmente menos de 30% das famílias tem carro. Seul cobra multa de carros que passam por duas de suas avenidas principais com menos de dois passageiros, resultando numa queda de 34% da quantidade de veículos e aumentando a velocidade nestas vias em 10 km/h.

No Brasil, a quantidade de veículos aumentou em 119% nos últimos dez anos. O incentivo do governo federal e a facilidade em obter linhas de crédito e financiamento fez com que o consumo de carros aumentasse muito além dos investimentos em infraestrutura urbana. Atualmente o caos no trânsito é facilmente percebido nas cidades do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. Há poucas vagas de estacionamento, e quase nenhum investimento em transporte público de qualidade. Não há incentivo na criação de vias que possibilitem a utilização de meios alternativos de transporte.

O transporte público no país anda sucateado e ultrapassado na maioria das cidades do país, e em época de Copa do Mundo a superlotação pode alcançar níveis insuportáveis principalmente em São Paulo em horário de rush. A falta de investimentos durante anos fez com que a cidade vivenciasse o caos nos transportes públicos e nas principais vias de acesso da cidade.

Veja o ranking das cidades com o pior trânsito divulgado pela empresa de GPS TomTom:

1º Lugar – Moscou:

Moscou

2º Lugar – Istambul:

istambul

3º Lugar – Rio de Janeiro:

Rio de Janeiro

4º Lugar – Varsóvia:

Varsóvia

Maiores informações no site: http://www.tomtom.com/pt_br/trafficindex/

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Marisa Fonseca Diniz

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O trabalho Os maiores problemas do trânsito no mundo de Marisa Fonseca Diniz está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Baseado no trabalho disponível em https://marisadiniz.wordpress.com/2013/12/05/os-maiores-problemas-de-trânsito-no-mundo/.

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2 thoughts on “Os maiores problemas do trânsito no mundo

  1. Moro no RIo de Janeiro e aqui cabe bem o que você falou sobre que a hora do rush não tem horário certo. Certo dia atrás, saindo da casa de um amigo meu por volta das 23h pegue um engarrafamento no túnel Rebouças sem ter nenhum tipo de imprevisto, apenas excesso de carros.

  2. Esse pessoal do GPS TomTom, não conhece São Paulo.isso aqui é o caos.
    Todas a ações tomadas por cidades como Oslo, Londres, Milão, Singapura ou Seul, são válidas desde que exitam alternativas de transporte público seguro e eficiente, para as cidades brasileiras nadas disso serve porque, falta o transporte público.
    O nosso transporte público usa um sistema arcaico de permissão e distribuição das linhas de ônibus, linhas de metros são escassas, os motoristas são mal treinados, vivem em discussão com passageiros e qualquer linha de ônibus em São Paulo nos horários de pico são superlotadas e demoram horas para percorrer poucos quilômetros. Por outro lado, não dão nem para falar em migrar do automóvel para o Metro, falo isso com base na deficiência de São Paulo, onde as linhas de metro são as mais saturadas do mundo.
    O que sobra é mesmo andar de carro.

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