Raios e seus perigos

Marisa Fonseca Diniz

O Brasil é campeão mundial em incidências de raios, dos 3,15 bilhões de raios que acontecem na Terra, pelo menos 100 milhões deles caem em terras brasileiras, e causam prejuízos anuais em torno de R$ 1 bilhão. A posição geográfica do Brasil explica seu recorde decorrente deste fenômeno. É o maior país da região tropical do planeta, e as elevadas temperaturas favorecem a formação de tempestades.

Na antiguidade acreditava-se que os raios eram castigos enviados por deuses furiosos, porém a partir do século XVIII Benjamin Franklin que além de político era físico e filósofo enunciou o princípio da conservação da carga descobrindo a natureza elétrica dos raios, e inventando o pára-raios.

Os raios são descargas elétricas de grande intensidade que ocorrem quando é quebrada a rigidez dielétrica do ar, e cargas elétricas flutuam diretamente das nuvens em direção ao solo e vice-versa provocando diversos tipos de radiações eletromagnéticas, além das ondas sonoras conhecidas como trovões. Em geral, os raios caem nos pontos mais altos devido o curto caminho entre a nuvem e o solo, tais como: árvores altas, antenas, torres e edifícios que, são os pontos preferidos das descargas atmosféricas. A duração média de um raio é de 2 segundos e sua descarga elétrica é de 30.000 A em média podendo chegar até 100.000 A.

Entendendo melhor como os raios acontecem, as nuvens de tempestade em geral têm altura em torno de 1,5 a20 km, e apresentam diferentes temperaturas internas. Na parte inferior à temperatura média é de 20ºC e na parte mais alta pode atingir até 50ºC. Esta variação de temperaturas gera ventos intensos no interior das nuvens que, acabam provocando a separação das cargas elétricas devido o atrito com as partículas de gelo existentes no topo. A parte inferior das nuvens contém excesso de cargas negativas, e a parte superior cargas positivas. O solo possui excesso de cargas positivas estabelecendo uma enorme diferença de potencial energético entre as nuvens e o solo podendo atingir milhões de volts. Vencida a capacidade isolante do ar de 30 a 40 descargas elétricas podem ocorrer em intervalos de 0,01 segundos constituindo assim um único raio.

Formação dos raios

Na formação do raio é estabelecido um canal condutor devido o fluxo de corrente intensa que, se forma entre a nuvem e o solo causando um intenso efeito luminoso, o relâmpago. A velocidade da luz é de 300 milhões de m/s muito maior que o som provocado pelo deslocamento do ar, por isso que vemos o relâmpago antes do trovão.

Raios-1

Há quatro variedade de descargas atmosféricas, que são:

  • Intranuvem: quando ocorre a corrente de descarga dentro da própria nuvem;
  • Entre nuvens: quando ocorre a descarga de uma nuvem para outra;
  • Nuvem-estratosfera: quando a corrente de descarga ocorre da nuvem para a estratosfera;
  • Nuvem-solo: quando ocorre a corrente de descarga entre a nuvem e o solo.

Tipos de raios

Em épocas de tempestades alguns cuidados devem ser tomados a fim de evitar acidentes fatais e prejuízos, tais como:

  • Durante as tempestades fique em casa ou em local seguro;
  • Não estenda roupas em varais de arame durante as tempestades;
  • Mantenha-se afastado de cercas, alambrados, linhas telefônicas e elétricas, e estruturas metálicas;
  • Não manipule materiais inflamáveis em recipientes abertos;
  • Não opere tratores, máquinas ou reboque equipamentos metálicos;
  • Se estiver viajando ou trafegando permaneça dentro do veículo;
  • Mantenha-se longe de árvores;
  • Não permaneça dentro de piscinas ou tanques d’água durante as tempestades;
  • Permaneça longe de portas e janelas quando em casa;
  • Evite áreas altas, busque refúgio em lugares baixos;
  • Durante as tempestades não utilize aparelhos eletrodomésticos, mantenha-os desligados das tomadas;
  • Use telefone apenas se for uma emergência;
  • Ao sentir carga elétrica no corpo, jogue-se no chão;
  • Com mau tempo evite árvores altas, picos desprotegidos, campos abertos e praias;
  • Tenha sempre um pára-raios em residências e estabelecimentos comerciais ou industriais. O pára-raios é destinado a dar proteção aos edifícios atraindo as descargas elétricas atmosféricas para as suas pontas desviando-as para o solo através de cabos de pequena resistência elétrica.

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Licença Creative Commons
O trabalho Raios e seus perigos de Marisa Fonseca Diniz foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em https://marisadiniz.wordpress.com/2013/10/16/raios-e-seus-perigos/.

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